Rubio espera que futuros governos latino-americanos se unam à aliança de segurança de Trump

Escrito em 03/06/2026


Rubio diz que a América é cheia de amigos e aliados dos EUA, mas deixa Brasil de fora O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (3) esperar que futuros governos eleitos na América Latina aumentem a lista de países que se uniram à aliança de segurança lançada pelo presidente Donald Trump em março, na Flórida. "Mais de 14 países no hemisfério se juntaram à nossa aliança contra o terrorismo, o narcotráfico e para assuntos de segurança. Acreditamos que este número aumentará nos próximos meses, à medida que as eleições mudem a liderança em vários países", declarou Rubio em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Rubio fez estas declarações durante uma audiência para apresentar o projeto de orçamento do Departamento de Estado para o ano fiscal 2026-2027. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 'Doutrina Donroe': como Trump vê a América Latina, segundo sua estratégia de segurança nacional Marco Rubio em depoimento na Câmara dos Representantes do s EUA REUTERS/Evelyn Hockstein A aliança Escudo das Américas reuniu, em março, na Flórida, cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe, a convite de Trump, aproveitando a guinada conservadora marcante da região, liderada por países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador. Trump comemorou, nesta terça-feira (2), o resultado no primeiro turno das eleições colombianas do candidato presidencial de extrema direita Abelardo de la Espriella, que, por sua vez, declarou sua total adesão aos projetos de segurança de Trump na região. De la Espriella é o favorito para vencer o segundo turno, segundo algumas pesquisas. O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. REUTERS/Kevin Lamarque O Brasil, maior país da América Latina, realizará eleições em outubro, e Trump revelou sua preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem se reuniu há um mês. Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, um aliado de Trump que está preso por tentativa de golpe de Estado.
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