Áudio registra servidoras incentivando violência contra alunos em escola em Turiúba Um gravador escondido na mochila de uma aluna, de quatro anos, revelou as conversas entre as servidoras de uma creche municipal, em Turiúba (SP), em que supostamente incentivam a violência entre os alunos e fazem referências a agressões físicas. A TV TEM teve acesso aos áudios. As funcionárias foram afastadas. Eles foram denunciadas à Polícia Civil por tratarem crianças diagnosticadas com necessidades especiais de forma violenta. O material foi gravado após a mãe notar uma mudança de comportamento da menina, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). A filha se tornou agressiva e se recusava a frequentar a escola, conforme a mãe. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp “Ela se tornou uma criança agressiva, fui chamada pela própria escola duas vezes em uma semana para relatar. Até questionei a elas porque isso estava acontecendo sendo que ela não era agressiva em outros ambientes, só estava sendo aqui. Saber que eu ‘obriguei’ a minha filha a estar em um ambiente como esse me deixa muito mal”, lamenta a mãe. Funcionárias de creche são afastadas após áudios revelarem incentivo à violência A equipe da TV TEM teve acesso a 18 arquivos de áudio. Ouça acima. Em um dos trechos, uma mulher conversa com uma criança e faz referência a arrancar o braço de outro aluno usando uma tesoura. "Está batendo em você? Se ele bater em você conta para a tia, que eu 'ó', vou pegar essa tesoura aqui, e vou arrancar o braço dele", diz um trecho do áudio. Em outro áudio, uma servidora orienta crianças a revidar agressões praticadas por um colega diagnosticado com TEA. Também há registros em que funcionárias comentam sobre a necessidade de "dar um pau" em uma criança e outro em que uma servidora afirma que os alunos com autismo são "doentes". “Não vai ter outro jeito de lidar, não. Porque eles (inaudível) em casa, eles são doentes, especiais... se ouvirem eu falando isso, eu sou processada”, diz a servidora no áudio. Outro trecho revela orientação para que uma criança aperte o pulso de um colega e fale "com ódio", usando tom ameaçador. “Deixa eu te ensinar um negócio assim bem prático. E é bem pedagógico isso. Você ‘cata’ ele, você ‘cata’ e olha com ódio para ele, fala assim ‘comigo não, se você fizer, você vai levar’”, orienta a servidora. Initial plugin text Investigação Após a denúncia, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Outras mães procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. Uma delas afirmou que retirou o filho da instituição de ensino após a criança voltar para casa com um hematoma. Segundo apurado pela TV TEM, 19 pessoas já foram ouvidas, sendo 14 mães de alunos, uma funcionária da Escola Municipal Comecinho de Vida e quatro investigadas. O caso também chegou ao conhecimento do Ministério Público de São Paulo. Segundo o MP, a mãe da criança foi ouvida e os áudios foram recolhidos. A promotoria também solicitou informações à Prefeitura de Turiúba e à Polícia Civil. Em nota, publicada nas redes sociais na quarta-feira (3), a Prefeitura de Turiúba informou que afastou preventivamente as servidoras e instaurou uma sindicância administrativa para apurar o caso. Escola Municipal em Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Áudios revelam suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
Gravador escondido em mochila de criança revela falas de servidoras sobre agressões e incentivo à violência em escola: 'Vou arrancar o braço'
Escrito em 04/06/2026
Áudio registra servidoras incentivando violência contra alunos em escola em Turiúba Um gravador escondido na mochila de uma aluna, de quatro anos, revelou as conversas entre as servidoras de uma creche municipal, em Turiúba (SP), em que supostamente incentivam a violência entre os alunos e fazem referências a agressões físicas. A TV TEM teve acesso aos áudios. As funcionárias foram afastadas. Eles foram denunciadas à Polícia Civil por tratarem crianças diagnosticadas com necessidades especiais de forma violenta. O material foi gravado após a mãe notar uma mudança de comportamento da menina, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). A filha se tornou agressiva e se recusava a frequentar a escola, conforme a mãe. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp “Ela se tornou uma criança agressiva, fui chamada pela própria escola duas vezes em uma semana para relatar. Até questionei a elas porque isso estava acontecendo sendo que ela não era agressiva em outros ambientes, só estava sendo aqui. Saber que eu ‘obriguei’ a minha filha a estar em um ambiente como esse me deixa muito mal”, lamenta a mãe. Funcionárias de creche são afastadas após áudios revelarem incentivo à violência A equipe da TV TEM teve acesso a 18 arquivos de áudio. Ouça acima. Em um dos trechos, uma mulher conversa com uma criança e faz referência a arrancar o braço de outro aluno usando uma tesoura. "Está batendo em você? Se ele bater em você conta para a tia, que eu 'ó', vou pegar essa tesoura aqui, e vou arrancar o braço dele", diz um trecho do áudio. Em outro áudio, uma servidora orienta crianças a revidar agressões praticadas por um colega diagnosticado com TEA. Também há registros em que funcionárias comentam sobre a necessidade de "dar um pau" em uma criança e outro em que uma servidora afirma que os alunos com autismo são "doentes". “Não vai ter outro jeito de lidar, não. Porque eles (inaudível) em casa, eles são doentes, especiais... se ouvirem eu falando isso, eu sou processada”, diz a servidora no áudio. Outro trecho revela orientação para que uma criança aperte o pulso de um colega e fale "com ódio", usando tom ameaçador. “Deixa eu te ensinar um negócio assim bem prático. E é bem pedagógico isso. Você ‘cata’ ele, você ‘cata’ e olha com ódio para ele, fala assim ‘comigo não, se você fizer, você vai levar’”, orienta a servidora. Initial plugin text Investigação Após a denúncia, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Outras mães procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. Uma delas afirmou que retirou o filho da instituição de ensino após a criança voltar para casa com um hematoma. Segundo apurado pela TV TEM, 19 pessoas já foram ouvidas, sendo 14 mães de alunos, uma funcionária da Escola Municipal Comecinho de Vida e quatro investigadas. O caso também chegou ao conhecimento do Ministério Público de São Paulo. Segundo o MP, a mãe da criança foi ouvida e os áudios foram recolhidos. A promotoria também solicitou informações à Prefeitura de Turiúba e à Polícia Civil. Em nota, publicada nas redes sociais na quarta-feira (3), a Prefeitura de Turiúba informou que afastou preventivamente as servidoras e instaurou uma sindicância administrativa para apurar o caso. Escola Municipal em Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Áudios revelam suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP) Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

