Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru Mesmo após a corrente de solidariedade formada depois do furto e da invasão, o terreiro Axé Airá de Bauru, voltado às religiões de matriz africana, segue sem conseguir retomar as atividades no Jardim Godoy, em Bauru (SP). O espaço, que pratica umbanda e candomblé, permanece fechado desde que teve parte da estrutura comprometida na madrugada de 26 de abril. Foram furtados fios da rede elétrica, ferramentas e utensílios domésticos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Além disso, equipamentos como fogão e geladeira foram danificados. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 6 mil. Prejuízos em terreiro de Bauru chegam a R$ 6 mil Arquivo Pessoal Após a repercussão do caso e o apoio recebido de integrantes de uma igreja evangélica da cidade, o babalorixá Itamar Alves de Araújo, conhecido como Pai Itamar de Airá, afirma que o terreiro ainda enfrenta dificuldades para se reerguer. “Infelizmente, ainda não conseguimos os recursos necessários para reparar os danos causados. Estamos tentando nos reerguer com dignidade e esperança”, afirmou ao g1. Segundo ele, uma vaquinha virtual está sendo organizada para arrecadar fundos e permitir que o espaço volte a funcionar. “Estamos providenciando para tentar levantar recursos e ajudar nosso Axé nessa luta. É realmente muito triste ver uma das casas de matriz africana de Bauru passando por um momento tão difícil como esse”, lamenta. Fiação elétrica foi furtada de terreiro de Bauru Arquivo Pessoal LEIA MAIS Estudantes da Unesp paralisam atividades durante greve das universidades estaduais de SP Policiais militares são denunciados pelo MP por agressão em velório Vídeo mostra jovens pulando sobre morador de rua deitado na calçada em Botucatu; polícia investiga Pai Itamar destaca ainda a importância histórica do espaço para a cidade. Segundo o babalorixá, ele tenta há anos regularizar a documentação do espaço para transformá-lo em um instituto cultural. “Estou lutando há anos para registrar a documentação do nosso templo, o que poderá transformá-lo em um instituto cultural. Isso certamente poderá nos proporcionar mais apoio aos nossos projetos sociais e religiosos”, explica. “Realmente estamos precisando de muito apoio, muita ajuda mesmo. Nossa casa tem cerca de 50 anos de história em Bauru e é uma das mais antigas ainda em atividade na cidade”, afirma. De acordo com Pai Itamar, apesar da grande repercussão do caso e das mensagens de solidariedade recebidas, apenas uma ajuda concreta chegou até o momento: a doação feita por integrantes do Ministério Apostólico Avivamento e Glória, liderado pelo bispo Eduardo Ramon. “Recebemos muitas ligações manifestando solidariedade, mas, em termos concretos, registramos apenas a doação recebida dos irmãos evangélicos, através do abençoado bispo Eduardo Ramon, que foi um fogão e uma cota de gás. Fora isso, mais nada”, relata. A mobilização entre integrantes de religiões diferentes chamou atenção pela mensagem de respeito e acolhimento em meio ao momento de dificuldade vivido pelo terreiro. Ao g1, o líder evangélico afirmou que a iniciativa reflete um princípio central da fé. "Deus não é propriedade de religião alguma. A fé não tem religião. O que nos move é o amor ao próximo, independentemente de crença, etnia ou qualquer diferença", disse o bispo Eduardo Ramon. "O que vivemos aqui ultrapassa qualquer diferença doutrinária. É uma demonstração de que é possível construir pontes, promover diálogo e viver o amor na prática", ressaltou também o babalorixá Pai Itamar. Líderes religiosos de Bauru (SP) ressaltam importância diálogo e respeito entre crenças Arquivo Pessoal Suspeito é ex-integrante da casa Segundo o boletim de ocorrência, Cesar Augusto Gonçalves, de 33 anos, foi detido por um vigilante após ser flagrado com uma bolsa cheia de fios elétricos. Ele confessou o furto à polícia. De acordo com o Pai Itamar de Airá, o suspeito do crime era um ex-integrante acolhido pela casa por cerca de dois anos. Terreiro de Bauru tenta reconstrução após episódio de furto Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região
Terreiro que recebeu apoio de evangélicos após furto e invasão continua fechado em Bauru: 'Tentando nos reerguer com dignidade'
Escrito em 14/05/2026
Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru Mesmo após a corrente de solidariedade formada depois do furto e da invasão, o terreiro Axé Airá de Bauru, voltado às religiões de matriz africana, segue sem conseguir retomar as atividades no Jardim Godoy, em Bauru (SP). O espaço, que pratica umbanda e candomblé, permanece fechado desde que teve parte da estrutura comprometida na madrugada de 26 de abril. Foram furtados fios da rede elétrica, ferramentas e utensílios domésticos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Além disso, equipamentos como fogão e geladeira foram danificados. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 6 mil. Prejuízos em terreiro de Bauru chegam a R$ 6 mil Arquivo Pessoal Após a repercussão do caso e o apoio recebido de integrantes de uma igreja evangélica da cidade, o babalorixá Itamar Alves de Araújo, conhecido como Pai Itamar de Airá, afirma que o terreiro ainda enfrenta dificuldades para se reerguer. “Infelizmente, ainda não conseguimos os recursos necessários para reparar os danos causados. Estamos tentando nos reerguer com dignidade e esperança”, afirmou ao g1. Segundo ele, uma vaquinha virtual está sendo organizada para arrecadar fundos e permitir que o espaço volte a funcionar. “Estamos providenciando para tentar levantar recursos e ajudar nosso Axé nessa luta. É realmente muito triste ver uma das casas de matriz africana de Bauru passando por um momento tão difícil como esse”, lamenta. Fiação elétrica foi furtada de terreiro de Bauru Arquivo Pessoal LEIA MAIS Estudantes da Unesp paralisam atividades durante greve das universidades estaduais de SP Policiais militares são denunciados pelo MP por agressão em velório Vídeo mostra jovens pulando sobre morador de rua deitado na calçada em Botucatu; polícia investiga Pai Itamar destaca ainda a importância histórica do espaço para a cidade. Segundo o babalorixá, ele tenta há anos regularizar a documentação do espaço para transformá-lo em um instituto cultural. “Estou lutando há anos para registrar a documentação do nosso templo, o que poderá transformá-lo em um instituto cultural. Isso certamente poderá nos proporcionar mais apoio aos nossos projetos sociais e religiosos”, explica. “Realmente estamos precisando de muito apoio, muita ajuda mesmo. Nossa casa tem cerca de 50 anos de história em Bauru e é uma das mais antigas ainda em atividade na cidade”, afirma. De acordo com Pai Itamar, apesar da grande repercussão do caso e das mensagens de solidariedade recebidas, apenas uma ajuda concreta chegou até o momento: a doação feita por integrantes do Ministério Apostólico Avivamento e Glória, liderado pelo bispo Eduardo Ramon. “Recebemos muitas ligações manifestando solidariedade, mas, em termos concretos, registramos apenas a doação recebida dos irmãos evangélicos, através do abençoado bispo Eduardo Ramon, que foi um fogão e uma cota de gás. Fora isso, mais nada”, relata. A mobilização entre integrantes de religiões diferentes chamou atenção pela mensagem de respeito e acolhimento em meio ao momento de dificuldade vivido pelo terreiro. Ao g1, o líder evangélico afirmou que a iniciativa reflete um princípio central da fé. "Deus não é propriedade de religião alguma. A fé não tem religião. O que nos move é o amor ao próximo, independentemente de crença, etnia ou qualquer diferença", disse o bispo Eduardo Ramon. "O que vivemos aqui ultrapassa qualquer diferença doutrinária. É uma demonstração de que é possível construir pontes, promover diálogo e viver o amor na prática", ressaltou também o babalorixá Pai Itamar. Líderes religiosos de Bauru (SP) ressaltam importância diálogo e respeito entre crenças Arquivo Pessoal Suspeito é ex-integrante da casa Segundo o boletim de ocorrência, Cesar Augusto Gonçalves, de 33 anos, foi detido por um vigilante após ser flagrado com uma bolsa cheia de fios elétricos. Ele confessou o furto à polícia. De acordo com o Pai Itamar de Airá, o suspeito do crime era um ex-integrante acolhido pela casa por cerca de dois anos. Terreiro de Bauru tenta reconstrução após episódio de furto Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

