Capacitação e autonomia: Semulher oferta 720 vagas em cursos profissionalizantes A Secretaria da Mulher do Acre (Semulher) está com vagas abertas em cursos profissionalizantes para mulheres vítimas de violência doméstica no estado pelo Programa Impacta Mulher. O objetivo é promover a autonomia financeira, ampliar oportunidades de emprego e fortalecer a independência financeira dessas mulheres. São 720 vagas gratuitas para os 22 municípios do Acre. Os cursos são voltados para áreas como gastronomia e beleza. Eles serão distribuídos em 36 turmas, cada uma com 20 mulheres. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Para se inscrever basta acessar o Instagram da Semulher e entrar em contato pelo número (68) 99930-0420, com o atendimento encaminhando para a área do curso desejado. Em entrevista à Rede Amazônica na manhã desta segunda-feira (1º), a chefe do Departamento de Autonomia Econômica e Política de Cuidados da Semulher, Vanessa Rosella, informou que a pasta busca desenvolver políticas que ajudem no fortalecimento e independência de mulheres vítimas de violência doméstica. Mulheres podem se inscrever em cursos profissionalizantes Kauã Cabral/Semulher “Fazendo com que elas possam romper o ciclo da violência através de cursos profissionalizantes e de qualificação técnica. Sabemos que um dos obstáculos para que a mulher possa romper, de fato, essa relação abusiva é a questão da dependência econômica. Então, pensando nisso, [uma preocupação nossa] é fazer com que essas mulheres possam ter a sua autonomia econômica e se qualificar para o mercado de trabalho”, disse. LEIA MAIS: CNH Social: Inscrições para mulheres vítimas de violência são prorrogadas até junho Acre tem o ano mais letal desta década para mulheres Mulher que viveu nas ruas após relacionamento abusivo transforma recomeço em viveiro e associação no Acre: 'Autonomia' Conforme Vanessa, o departamento faz um levantamento prévio nos municípios para saber quais as áreas de interesses dessas mulheres e, assim, ofertar os cursos que elas necessitam. “O nosso público-alvo prioritário são mulheres que passaram por atendimentos na Secretaria do Estado da Mulher e em nossos núcleos, através dos Seams e dos Crams. Então, mulheres que passam pelo atendimento da nossa secretaria têm vagas prioritárias”, explicou. Segundo ela, a secretaria também tem parceria com a Patrulha Maria da Penha, que faz o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. “Nós também ofertamos vagas a essas mulheres que são acompanhadas pela Rede de Atendimento e Proteção à Mulher e também estendemos para outros públicos. Através do Departamento de Enfrentamento à Violência e através do Departamento de Ação Temática, também tentamos chegar a mulheres indígenas, negras e trans para que a gente possa oportunizar todas”, detalhou. Outras ações Além dos cursos profissionalizantes, Vanessa explicou ainda que a Semulher possui parceria com Sebrae e bancos, que facilita o acesso ao crédito para essas mulheres. “Não adianta a gente só qualificar, ofertar o curso e a mulher não conseguir acessar o crédito. Então, temos algumas instituições parceiras que firmaram termos de cooperação e fortalecem o nosso trabalho, as políticas públicas desenvolvidas para o combate e enfrentamento à violência”, disse. Ssecretaria também tem parceria com a Patrulha Maria da Penha, responsável pelo acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência Asscom/TJ-AC Ainda de acordo com ela, a secretaria possui outros programas que atuam no combate e em ações de prevenção, através de palestras educativas, contra a violência contra a mulher. “Temos ciclos terapêuticos com mulheres que precisam muitas vezes serem ouvidas, precisam de um suporte. Nem todas as mulheres conseguem chegar a uma delegacia, fazer o registro do boletim de ocorrência e a nossa equipe multidisciplinar está preparada para fazer o acolhimento delas, falar sobre a importância de registrar o boletim de ocorrência, de ter garantido as medidas protetivas, incluí-las na rede de proteção e fazer os devidos encaminhamentos”, detalhou. O Departamento de Autonomia Econômica possui também, conforme Vanessa, uma modalidade chamada de cursos livres, feitos pelas próprias servidoras do quadro do setor. “Conseguimos chegar dentro das comunidades, onde muitas mulheres não podem dispor de uma carga horária tão extensa para fazer um curso de qualificação técnica. Muitas são mães, às vezes, não podem sair de casa e se inserir no mercado de trabalho porque desenvolve atividades de cuidado com parentes acamados ou alguma outra situação. Então, conseguimos chegar dentro desse território, da comunidade dessa mulher e levar esses cursos que são em várias áreas”, finalizou. Violência Doméstica: Congresso torna obrigatório uso de tornozeleira pelo agressor Alta nos feminicídios Com 14 feminicídios em 2025, o Acre é o estado brasileiro com a maior taxa proporcional de assassinatos contra mulheres, estimada em 1,58 casos por 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) obtidos pelo g1. No ranking nacional por números absolutos, o estado aparece à frente do Amapá (9 casos) e de Roraima (7). Em comparação com 2024, quando foram registrados oito feminicídios, o Acre teve um aumento de 75% no total de casos em 2025. Relembre as vítimas aqui. Com isso, o estado voltou a atingir o pico da série histórica dos últimos 10 anos, repetindo os patamares observados em 2016 e 2018, que também fecharam com 14 ocorrências cada. Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos. Reveja os telejornais do Acre
Com 720 vagas, programa oferece cursos gratuitos para vítimas de violência doméstica no Acre
Escrito em 01/06/2026
Capacitação e autonomia: Semulher oferta 720 vagas em cursos profissionalizantes A Secretaria da Mulher do Acre (Semulher) está com vagas abertas em cursos profissionalizantes para mulheres vítimas de violência doméstica no estado pelo Programa Impacta Mulher. O objetivo é promover a autonomia financeira, ampliar oportunidades de emprego e fortalecer a independência financeira dessas mulheres. São 720 vagas gratuitas para os 22 municípios do Acre. Os cursos são voltados para áreas como gastronomia e beleza. Eles serão distribuídos em 36 turmas, cada uma com 20 mulheres. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Para se inscrever basta acessar o Instagram da Semulher e entrar em contato pelo número (68) 99930-0420, com o atendimento encaminhando para a área do curso desejado. Em entrevista à Rede Amazônica na manhã desta segunda-feira (1º), a chefe do Departamento de Autonomia Econômica e Política de Cuidados da Semulher, Vanessa Rosella, informou que a pasta busca desenvolver políticas que ajudem no fortalecimento e independência de mulheres vítimas de violência doméstica. Mulheres podem se inscrever em cursos profissionalizantes Kauã Cabral/Semulher “Fazendo com que elas possam romper o ciclo da violência através de cursos profissionalizantes e de qualificação técnica. Sabemos que um dos obstáculos para que a mulher possa romper, de fato, essa relação abusiva é a questão da dependência econômica. Então, pensando nisso, [uma preocupação nossa] é fazer com que essas mulheres possam ter a sua autonomia econômica e se qualificar para o mercado de trabalho”, disse. LEIA MAIS: CNH Social: Inscrições para mulheres vítimas de violência são prorrogadas até junho Acre tem o ano mais letal desta década para mulheres Mulher que viveu nas ruas após relacionamento abusivo transforma recomeço em viveiro e associação no Acre: 'Autonomia' Conforme Vanessa, o departamento faz um levantamento prévio nos municípios para saber quais as áreas de interesses dessas mulheres e, assim, ofertar os cursos que elas necessitam. “O nosso público-alvo prioritário são mulheres que passaram por atendimentos na Secretaria do Estado da Mulher e em nossos núcleos, através dos Seams e dos Crams. Então, mulheres que passam pelo atendimento da nossa secretaria têm vagas prioritárias”, explicou. Segundo ela, a secretaria também tem parceria com a Patrulha Maria da Penha, que faz o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. “Nós também ofertamos vagas a essas mulheres que são acompanhadas pela Rede de Atendimento e Proteção à Mulher e também estendemos para outros públicos. Através do Departamento de Enfrentamento à Violência e através do Departamento de Ação Temática, também tentamos chegar a mulheres indígenas, negras e trans para que a gente possa oportunizar todas”, detalhou. Outras ações Além dos cursos profissionalizantes, Vanessa explicou ainda que a Semulher possui parceria com Sebrae e bancos, que facilita o acesso ao crédito para essas mulheres. “Não adianta a gente só qualificar, ofertar o curso e a mulher não conseguir acessar o crédito. Então, temos algumas instituições parceiras que firmaram termos de cooperação e fortalecem o nosso trabalho, as políticas públicas desenvolvidas para o combate e enfrentamento à violência”, disse. Ssecretaria também tem parceria com a Patrulha Maria da Penha, responsável pelo acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência Asscom/TJ-AC Ainda de acordo com ela, a secretaria possui outros programas que atuam no combate e em ações de prevenção, através de palestras educativas, contra a violência contra a mulher. “Temos ciclos terapêuticos com mulheres que precisam muitas vezes serem ouvidas, precisam de um suporte. Nem todas as mulheres conseguem chegar a uma delegacia, fazer o registro do boletim de ocorrência e a nossa equipe multidisciplinar está preparada para fazer o acolhimento delas, falar sobre a importância de registrar o boletim de ocorrência, de ter garantido as medidas protetivas, incluí-las na rede de proteção e fazer os devidos encaminhamentos”, detalhou. O Departamento de Autonomia Econômica possui também, conforme Vanessa, uma modalidade chamada de cursos livres, feitos pelas próprias servidoras do quadro do setor. “Conseguimos chegar dentro das comunidades, onde muitas mulheres não podem dispor de uma carga horária tão extensa para fazer um curso de qualificação técnica. Muitas são mães, às vezes, não podem sair de casa e se inserir no mercado de trabalho porque desenvolve atividades de cuidado com parentes acamados ou alguma outra situação. Então, conseguimos chegar dentro desse território, da comunidade dessa mulher e levar esses cursos que são em várias áreas”, finalizou. Violência Doméstica: Congresso torna obrigatório uso de tornozeleira pelo agressor Alta nos feminicídios Com 14 feminicídios em 2025, o Acre é o estado brasileiro com a maior taxa proporcional de assassinatos contra mulheres, estimada em 1,58 casos por 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) obtidos pelo g1. No ranking nacional por números absolutos, o estado aparece à frente do Amapá (9 casos) e de Roraima (7). Em comparação com 2024, quando foram registrados oito feminicídios, o Acre teve um aumento de 75% no total de casos em 2025. Relembre as vítimas aqui. Com isso, o estado voltou a atingir o pico da série histórica dos últimos 10 anos, repetindo os patamares observados em 2016 e 2018, que também fecharam com 14 ocorrências cada. Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos. Reveja os telejornais do Acre