'Estava tremendo tudo': Mãe liga para filha em SP durante terremotos na Venezuela; casa da família fica rachada

Escrito em 25/06/2026


'Estava tremendo tudo': Mãe liga para filha em SP durante terremotos na Venezuela A venezuelana Francelis Guerra, que mora em São José dos Campos (SP), assistia ao jogo do Brasil na noite de quarta-feira (24) quando recebeu uma ligação da mãe, que vive em Caracas. Do outro lado da linha, ela relatava o desespero com os terremotos que atingiam a Venezuela. "Minha mãe mora em Caracas. Eu tinha acabado de desligar [um telefonema dela] e, cinco minutos depois, ela me ligou de novo, muito assustada, falando que estava tremendo tudo." Em menos de um minuto, dois terremotos deixaram pelo menos 164 mortos e 971 feridos no país. Os abalos, de magnitude 7,5 e 7,2, são considerados os mais fortes a atingir a Venezuela em 100 anos. Apesar do susto, a família de Francelis não teve prejuízos mais graves, mas a casa onde a mãe mora ficou com rachaduras após os tremores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A venezuelana Francelis Guerra, moradora de São José dos Campos, e a casa da mãe, em Caracas, que ficou com rachaduras após os terremotos na Venezuela. Reprodução/TV Vanguarda/Arquivo pessoal Ela vive no interior de São Paulo desde 2017 e acompanha à distância a situação da família na capital venezuelana. "A cidade ficou com muitos danos, tem muitos prédios desabados, muita gente precisando de ajuda e muita gente desaparecida." Segundo informações oficiais, o epicentro do principal terremoto foi registrado a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Prédios e casas desabaram em diferentes regiões do país. Em São José dos Campos, outros venezuelanos também acompanham a situação com preocupação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 181 venezuelanos viviam na cidade, conforme o Censo de 2022. "Então a gente fica com o coração apertado, porque não tem muito que a gente possa fazer. De longe, é uma impotência muito grande." As buscas por vítimas continuam na Venezuela, com mais de 500 equipes de emergência mobilizadas para tentar encontrar sobreviventes entre os escombros. A casa da família de Franciele, em Caracas, ficou com rachaduras; destruição na cidade está por toda a parte Reprodução/TV Vanguarda/Arquivo pessoal Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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