Enfermeira denuncia assédio moral e sexual de médico em hospital de Parnaíba: 'fico revivendo a cena'

Escrito em 02/04/2026


HEDA - Parnaíba Ascom Sesapi Uma enfermeira denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de assédio moral e sexual praticado por um médico no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, no litoral do Piauí. A profissional preferiu não se identificar. Ao g1, a enfermeira relatou que trabalha no hospital há sete anos e que as importunações começaram no início de março de 2026. Segundo ela, o médico a tocava de forma indevida nos corredores e insistia para que ela fumasse cigarro com ele. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A enfermeira afirmou que chegou a trocar de setor para tentar evitar a situação, mas disse que o assédio se agravou durante um plantão na madrugada do dia 28 de março. Segundo o relato, o médico se aproximou e encostou as partes íntimas nela. De acordo com a profissional, o médico foi até o setor onde ela estava durante o horário de descanso dele. No local, os dois tiveram um desentendimento relacionado a procedimentos que deveriam ser realizados em pacientes. "Viu que eu estava no setor e foi até lá, mas não deveria ter ido porquê era o horário de descanso dele. Ordenou que eu fizesse um exame de uma em uma hora, sendo que a médica que eu estava acompanhando teria sugerido o procedimento a cada duas horas. Depois, vi que ele colocou no prontuário que eu não estava prestando assistência ao paciente", iniciou. "Fui tirar satisfações, pedir pra ele retirar aquilo do prontuário e imprimir uma cópia do que ele tinha colocado Nesse momento, ele veio por trás e encostou o órgão genital em mim, segurou meu braço para que eu não conseguisse pegar a cópia e disse: 'o que eu ganho para tirar [a denúncia de falta de assistência do prontuário]?', completou a mulher. A enfermeira relatou ainda que empurrou o médico e correu para o banheiro do hospital. No dia seguinte, registrou um boletim de ocorrência e enviou uma cópia ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí (CRM-PI). Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que não vai se manifestar até que a denúncia seja devidamente apurada. "Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas tenho medo dele e tenho medo de ter o meu trabalho prejudicado. São 12 anos de enfermagem, tenho uma filha para sustentar e não quero ser prejudicada por ele", concluiu a mulher. A Polícia Civil informou que o caso está em análise. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
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